Tradicionalmente considerados como templos da arte e da história, não é de hoje que museu também é lugar de moda. Os museus podem ser totalmente dedicados ao tema (como o Museu Galliera, criado em 1977, em Paris) ou parcialmente, como o Victoria & Albert Museum, de 1851, cuja rica coleção se divide entre artes decorativas, design, joalheria e moda, dentre outras categorias.
Seja como for, observa-se cada vez mais que as coleções de moda estão saindo das passarelas para as vitrines de diversos museus. As exposições procuram mostrar as várias facetas que a moda possui, contando a história de um estilista, de um lugar, de um período e, assim, da própria roupa na história da humanidade. Conhecer museus de moda tornou-se imprescindível para estudantes, pesquisadores, historiadores e profissionais interessados em se aprofundar na cultura de moda. Além disso, é a oportunidade rara de ver ao vivo criações de grandes estilistas, as quais, por conta de seu caráter delicado, precisam de cuidados especiais (e isso inclui ficar distante dos olhos do público). Abaixo, alguns dos mais importantes museus de moda que valem a visita:

Victoria and Albert Museum (Inglaterra)
Coleção de acessórios e trajes do século XVII até a atualidade, com destaque à moda dos grandes centros europeus.
Endereço: Cromwell Road, London SW7 2RL
Site: www.vam.ac.uk

Kyoto Costume Institute – KCI (Japão)
Coleção, formada por 11.000 itens e 13.000 documentos, que mostra vasto panorama da moda ocidental, com peças do século XVII à atualidade.
Endereço: The Kyoto Costume Institute,103, Shichi-jo Goshonouchi Minamimachi, Shimogyo-ku, Kyoto, 600-8864, Japan
Site: www.kci.or.jp

Mode Museum – MoMu (Bélgica)
Coleção constituída pelo antigo acervo do Musée du Textile et du Costume, composta por roupas, rendas, bordados, têxteis e ferramentas de costura artesanal, proveniente em sua maioria dos Países-Baixos.
Endereço: Nationalestraat 28, B-2000, Anvers
Site: www.momu.be

Musée de la Mode et du Textile (França)
O museu conserva atualmente 19.000 trajes do século XVII à atualidade, 36.000 acessórios e 31.000 peças têxteis, com destaque para a produção de criadores clássicos e contemporâneos, como Paul Poiret, Jeanne Lanvin, Chanel, Christian Dior, André Courrèges e Alexander McQueen.
Endereço: Rue de Rivoli, 107, 75001, Paris.
Site: www.lesartsdecoratifs.fr/francais/mode-et-textile/

Musée Galliera (França)
O acervo é composto por 90.000 peças de vestuário que retratam três séculos de moda. Jóias, sapatos, chapéus, bengalas, bolsas, luvas, sombrinhas e guarda-chuvas também são parte da coleção.
Endereço: Av. Pierre-Ier-de-Serbie, 10, 75116, Paris
Site: www.paris.fr/portail/culture/portal.lut?page_id=5854

Fashion Institute of Technology Museum – FIT Museum (Estados Unidos)
Coleção formada por 50.000 peças, do século XVIII até a atualidade, com ênfase na moda feminina contemporânea, e inclui ainda 15.000 acessórios.
Endereço: Seventh Avenue at 27 Street., New York City, 10001-5992.
Site: www.fitnyc.edu/museum/

Museo de la Moda (Chile)
Coleção apresentada em exposições temporárias temáticas.
Endereço: Av. Vitacura, 4562, Vitacura, Santiago, Chile.
Site: museodelamoda.cl

Museu Histórico Nacional (Brasil)
Embora não seja um museu totalmente dedicado à moda, sua coleção é rica e expressiva. Por questões de conservação, as peças não são exibidas na exposição permanente.
Endereço: Praça Marechal Âncora, Centro Rio de Janeiro – RJ, 20021-200.
Site: www.museuhistoriconacional.com.br
Para saber mais:
Vitrines e coleções: quando a moda encontra o museu. Christine Ferreira Azzi. Rio de Janeiro, Editora Memória Visual, 2010.

Amei o Post mas faltou o Museu da moda e do textil, que fica em Salvador, e possui pessas raríssimas, inclusive o Paul Poiret… É lindo ! http://www.institutofeminino.org.br/museu_do_traje_e_do_textil/index.php?local=museu_do_traje_e_do_textil
Oi, Renato!
No livro eu falo do Museu do Traje de Salvador, é que no post não dá pra falar de todos e alguns acabam ficando de fora.
Cadê o Museu da Moda de Canela/RS?
Existem tantos e tantos museus que não caberiam num post só. Quem sabe não fazemos outros, Juliana.