
Chegou a hora de entender como são feitos os perfumes.
Ao longo da história, o oficio de perfumista assumiu status de artista. Eugene Rimmel, conhecido perfumista francês do século XIX, exigia, para esse profissional, tato de artista já que, como um pintor ou um músico que buscam nas cores e nos acordes uma forma de “imitar” a natureza, o perfumista teria que imitar “o perfume de todas as flores”.
A habilidade de combinar aromas, é a arte que o perfumista exerce. Com sua experiência e olfato apurados, eles elaboram as fragrâncias pensando na sua estrutura (como vimos aqui) e com os conhecimentos científicos unidos ao talento, são capazes de criar cheiros que transmitem sensações.
Como em todas as artes antigas, a história do início da perfumaria também é obscura. Provavelmente tem ligação com ritos religiosos mas também é evidente o uso doméstico. Os egípicios usavam, na antiguidade as mulheres mais refinadas os tinham como ítens de cuidados pessoais juntamente com outros cosméticos.
Levando-se em consideração a dificuldade de manusear produtos exóticos e a complexidade de conhecimento exigido na elaboração das fórmulas, acabou se deixando o trabalho nas mãos e narizes dos perfumistas.

Esses especialistas conhecem as propriedades de cada essência. A arte do mestre perfumista envolve o olfato apurado e com seu conjunto de óleos essenciais, ordenados por família, ele usa apenas o nariz e o feeling para elaborar seus perfumes.
Os perfumes são compostos por óleos essenciais aromáticos, álcool e água. As matérias primas podem chegar a 300 na fabricação de uma fragrância e o perfumista é capaz de distinguir mais de 3 mil aromas combinando-os em uma quantidade ilimitada de fórmulas.
Como um verdadeiro maestro, ele imagina o papel de cada ingrediente vai compôr a fragrância final da composição olfativa.

Classificação dos perfumes
Um Parfum (extrato de perfume) é a forma mais concentrada indo de 20% a 40% de compostos aromáticos (essência). Devem ser usados em quantidades mínimas.
Eau de parfum (deo perfume) tem de 12% a 18% de essência. Também usado em pequenas porções atrás das orelhas e nos pulsos. Aliás, você sabe o por quê de passar perfumes nesta região? São locais onde haverá maior proximidade ao cumprimentar outra pessoa, como o aperto de mãos ou o beijo no rosto.
Eau de toilette leva de 8% a 14% de compostos aromáticos na sua fórmula. Já podem ser usados em maiores proporções, geralmente após o banho.
Eau de cologne (deo colônia) tem 3% a 7% de essência, já considerada uma baixa concentração. São usados em abundância.
E, finalmente os Splash perfumes têm de 1% a 2% de compostos aromáticos. Devem ser usados em abundância.
No próximo post você vai aprender como identificar a fragrância que mais combina com você.
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Leia também os artigos:
Entendendo os perfumes (parte 1) – Como você sente os cheiros
Entendendo os perfumes (parte 3) – Como funcionam, quais os tipos e como escolher perfumes

Muito legal saber um pouco mais da história dos perfumes, principalmente eu que não vivo sem um (ou vários rs)! Demais !
Beijos,
Luíse
http://fomedemoda.wordpress.com